Poeta escocesa Jackie Kay confirma presença na Flip

Poeta escocesa Jackie Kay confirma presença na Flip

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Jackie kay

Autora do aplaudido romance Trompete, lançado em 1998, a poeta e escritora escocesa Jackie Kay participará da 10ª edição da Flip, de 4 a 8 de julho. A história, que marca a estreia da autora no universo da prosa, é toda inspirada na vida do pianista e saxofonista norte-americano Billy Tipton, que, como JossMoody, o personagem do livro, passou anos vivendo como homem até sua morte revelar seu verdadeiro sexo. Trompete foi recebido pela crítica como um romance tocante e engraçado que anuncia uma nova e poderosa voz na ficção britânica.

Aclamada também como poeta, Jackie escreveu o poema “Fiere” a pedido da Biblioteca escocesa da Poesia, que o publicou em primeira mão no livro 25 poetsrespondto Burns. “Fiere” serviu de título para a coletânea, lançada em 2011, que reúne as principais poesias da autora, muitas delas encomendadas por instituições internacionais. Os dotes poéticos de Jackie Kaylhe valeram os prêmios Salitre e Forward e o importante SomersetMaughanAward.

Ainda sobre o romance que a revelou, Trompete, Jackie Kaycentrou a trama no desenvolvimento psicológico dos personagens e a recheou de elementos poéticos. Durante a década de 50, o trio liderado por BillyTipton excursionou com relativo sucesso pelos Estados Unidos, chegando a gravar três discos. Ao morrer, em 1989, o mundo do jazz ficou de luto, e a vida do músico foi prato cheio para os tablóides do mundo inteiro. Jackie, porém, deu voz à companheira do jazzista, sua confidente exclusiva;ao magoado filho adotivo, com quem o músico já tinha uma relação conflituosa; e a pessoas com visões “técnicas”, como a médica legista e o agente funerário.

“Os personagens desempenham o mesmo papel dos músicos em uma banda de jazz: Eu me baseei no gênero como estrutura para a narrativa. Os instrumentos contam uma história, há momentos em que dialogam e outros em que há espaço para improvisos”, explica a autora.O gosto pelo estilo veio desde criança, com um ambiente familiar cercado por discos de Louis Armstrong, Bessie Smith, Duke Ellington, CountBasie, Ella Fitzgerald, entre outros. “Era como se eles fizessem parte da minha família, porque o papel deles na música tinha reflexo na minha vida e na de outros negros que cresceram na Escócia.”

Filha de pai nigeriano e mãe escocesa, Jackie Kay nasceu em Edimburgo em 1961 e foi adotada por um casal de comunistas de Glasgow, que participava de passeatas antiapartheid. Antes de se dedicar à literatura, chegou a fazer serviços de limpeza e trabalhou em um hospital. Hoje, vive em Manchester com a também poeta Carol Ann Duffy e mais dois filhos, e é professora de escrita criativa na Newcastle University.

Mais informações no site da Flip: www.flip.org.br

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