Paraísos Artíficiais mostra Nathalia Dill nua em belas cenas de sexo

Paraísos Artíficiais mostra Nathalia Dill nua em belas cenas de sexo

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Nathalia Dill
Nathalia Dill

Sucesso em Avenida Brasil e com uma carreira recente, mas consolidada Nathalia Dill, uma das melhores atrizes da nova geração falou em entrevista ao site Globo Filmes sobre “Paraísos Artificiais”, filme em que vive e DJ Érika, sua primeira protagonista no cinema.  O filme que traz uma historia bacana e moderna ousa a mostra cenas de Nathalia Dill nua. Nathalia contou histórias divertidas – como o episódio em que foi atacada por um búfalo durante as filmagens e constrangeu um rapaz ao abraçá-lo nua – e comentou as cenas de sexo e nudez que fez para o longa: “É arte. Você tem de se expor mesmo”.

Nathalia Dill em Paraisos Artificiasi por vistolivre no Videolog.tv.

Como você avalia essa primeira experiência como protagonista no cinema?
A primeira vez que entrei em um set de filmagem foi em “Tropa de Elite”, como parte do elenco de apoio. A equipe, que eu já admirava, era a mesma que fez “Paraísos Artificiais”. Ocupar um espaço diferente nesse mesmo ambiente quatro anos depois foi muito legal. Um misto de conquista, sonho realizado, prazer enorme. Além disso, o cinema proporciona uma liberdade e tem uma poesia que dão muito prazer.

Você já fez teatro e tem uma carreira sólida na TV. Como enxerga a possibilidade de ampliar o seu campo de atuação?
Eu vim do teatro – fiz faculdade de direção teatral na UFRJ –, passei pela TV e, agora, também pelo cinema. O fato de estar fazendo cinema me permite falar com outros espectadores e tornar-me uma artista mais completa. Mas nunca quis deixar o teatro de lado. Não o acho menos importante pelo fato de atingir um público menor. No meu caso, bem menor, porque minhas peças foram um fracasso (risos).

O que você conhecia sobre o universo da música eletrônica? Viver a Érika mudou a sua maneira de enxergá-lo?
Não conhecia absolutamente nada. Tinha muito preconceito. Não ouvia e nem entendia. Aquilo não fazia o menor sentido para mim. Eu me perguntava: “Mas por que essa música?” (risos). Gosto muito de canção, de rock, samba, letra, palavra. E mudou tudo. Na profissão de ator, você pode conhecer, estudar e se abrir para as coisas. O filme me colocou nesse ambiente de música eletrônica e trouxe informações, filmes, músicas e ideias. Acabei entendendo e, hoje, respeito a música eletrônica. Ouço e até curto agora (risos). Outro dia, uma tia veio perguntar: “Que música é essa?”. Disse para ela – não sei se falei besteira – que o trance vem de “transe” porque é um ritmo visceral. Você se deixa levar e a música te transporta para outro lugar. A rave tem muito disso. Estar aberto a isso no meio da natureza e no ritmo daquelas batidas pode proporcionar uma experiência mais sensorial do que intelectual.

Sua personagem é uma promissora DJ. Você aprendeu a discotecar?
Conheci o DJ Franklin, que me explicou toda a história da música eletrônica e me colocou para brincar no equipamento. Mas é muito difícil (risos). Ele me deu o vídeo de um episódio de um programa em que uma mulher que tocava música clássica penava para aprender a discotecar em uma semana. Se para ela, que entende de música, foi difícil, imagina para mim. Dá para mixar coisas simples, como botar alguém para falar no meio da música. Também entendi a mesa, onde ficam o grave, o médio e o agudo. Mas não dá pra botar som. Ele falava: “Aumenta o médio. Tira o agudo”. Mas eu não conseguia fazer no ritmo (risos).

A Érika consome drogas pouco conhecidas, como o peiote e o GHB, e as cenas ilustram os efeitos dessas substâncias. Você fez alguma pesquisa para saber como elas atuam na consciência?
Não pesquisei como as pessoas reagem ao consumir drogas. Fomos por outro caminho. Tem a cena em que a Érika tem uma “bad trip” e a Lara tem uma “good trip” depois de tomar peiote. Resolvemos pensar no que seria uma bad trip para mim, quais seriam os meus medos e o que me tiraria o chão. Não sei o que acontece quando uma pessoa toma peiote. Só descobri que isso faz parte da tradição dos índios americanos. A cerimônia do peiote é de autoconhecimento.

E o que seria uma bad trip para você?
Pensei no que tenho e poderia perder. Meus familiares, minha casa, minha profissão.

Durante a filmagem de uma dessas cenas, você quase foi atacada por um búfalo…
Eu quase morri várias vezes (risos). Mas foi culpa minha. Os búfalos já estavam meio irritados e eu entrei numa de ir lá falar com um deles. Cheguei perto demais. Engraçado que, como estávamos fazendo a cena da bad trip, eu estava sem blusa – era para estar totalmente nua, mas a calça era bonita e resolveram deixar. Nisso, o búfalo veio para cima de mim e um dos rapazes que tomava conta deles o parou com um cajado. Aí, eu fui abraçar o cara e agradecer (risos). Tem uma imagem dele me olhando meio constrangido (risos) enquanto eu agradecia sem me dar conta. Você esquece que está nua. Espero que tenha sido legal para ele (risos). Também fomos filmar um amanhecer no Arpoador, no Rio, e uma onda me encharcou. Tivemos de esperar até o anoitecer para fazer a cena.

Em determinados momentos do filme, a Érika fica sozinha. Você acha que ela é feliz assim?
Ela e o Nando se encantam em diferentes momentos. Quantas pessoas nós encontramos e nunca mais vemos? O filme joga muito com o acaso e a coincidência, o que eu acho bonito. A vida tem mesmo os seus acasos. Em nenhum momento ela o buscou ou deixou de viver sem ele, mas aceitou o acaso. Você pode acreditar em destino, mas, estando escrito nas estrelas ou não, você segue o seu curso.

Foi difícil fazer cenas de sexo ousadas em “Paraísos Artificiais”?
O Marcão perguntou, lá no início, se eu tinha problema com nudez. Eu não tenho esse problema. Não gosto é da ideia de explorar o meu corpo em prol de outra coisa que não a arte. Uma coisa é posar nua e ganhar uma grana para isso, outra, totalmente diferente, é fazer um filme com sexo, embora haja filmes e filmes, e ensaios e ensaios. Fazer as cenas de nudez e sexo foi tão difícil quanto a da bad trip, a do trem – que foi muito angustiante. Mas assistir depois de um tempo, de volta à sua casa, é muito louco (risos). Você fala: “Caramba, que loucura!”. Não tem como dizer que é tranquilo ver as cenas ao lado do meu avô, da minha avó, dos meus pais e amigos. Óbvio que não é! Nessa hora, você fala: “Fiz isso, gente…” (risos). Mas, no momento de atuar, não dá pra ficar pensando: “Putz, meu avô vai ver!”. É arte. Você tem de se expor mesmo. Havia uma grande confiança no Marcos e na equipe. Eu sabia que ficaria algo de bom gosto.

Como você classificaria as cenas de sexo do filme?
As cenas são corajosas. Elas não mostram o pudor dos atores e nem do diretor. Além disso, fazem sentido, têm a ver. Não é um filme pornô, mas um filme que tem cenas de sexo por motivos específicos. Em uma, você vê a química dos dois, em outra, o amor ou uma amizade louca. “Paraísos Artificiais” traz um pouco da experiência sensorial vivida no movimento rave, então faz sentido trazer um pouco do transe da música, do barato do peiote e do prazer do sexo. A ideia do Marcão era deixar as pessoas sentirem.

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